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05 maio 2016

RESENHA - PEQUENO PRÍNCIPE - ANTONIE DE SAINT-EXUPÉRY


Título: O pequeno príncipe
Autor: Antoine de Saint-Exupéry
Ano: 1985
Editora: Agir

Sinopse

Um piloto cai com seu avião no deserto e ali encontra uma criança loura e frágil. Ela diz ter vindo de um pequeno planeta distante. E ali, na convivência com o piloto perdido, os dois repensam os seus valores e encontram o sentido da vida. Com essa história mágica, sensível, comovente, às vezes triste, e só aparentemente infantil, o escritor francês Antoine de Saint-Exupéry criou há 70 anos um dos maiores clássicos da literatura universal. Não há adulto que não se comova ao se lembrar de quando o leu quando criança. Trata-se da maior obra existencialista do século XX, segundo Martin Heidegger. Livro mais traduzido da história, depois do Alcorão e da Bíblia. 


A ideia do autor ao escrever essa historia foi fazer com que os leitores refletissem sobre suas vivencias e principalmente como as pessoas se relacionam umas com as outras mostrando a história de adultos que deixaram de acreditar na vida e de crianças que veem a vida sem fronteiras ou obstáculos. 

O narrador dessa belíssima historia é um piloto que devido a uma pane em seu avião é obrigado a aterrissar no deserto. No meio do Saara, preocupado com o concerto de seu avião nosso narrador é abordado por um lindo menino de cabelos claros e olhos doces. 

O pequeno pede ao piloto que desenhe um carneiro para lhe fazer companhia e a partir dai começa nossa história. 

O pequeno príncipe havia feito uma viagem por inúmeros planetas até alcançar a Terra. Em sua pequena casa, deixou sua rosa espinhosa saindo ao redor dos planetas buscando novas aventuras. No primeiro planeta, lidou com um autoritário rei, que ficava constantemente a espera de um súdito. Em seguida, conheceu no próximo planeta visitado, um vaidoso, seguindo de um bêbado, um homem de negócios, um geógrafo e um acendedor de lamparinas; todos cegos pelos seus vícios. 

Nosso pequeno príncipe se interessou pela Terra, que era maior, cheio de paisagens diferentes e com vários animais distintos. Conheceu primeiramente uma cobra, depois, uma raposa, e enfim, nosso piloto. Mas os dias de possível sobrevivência do piloto estavam se esgotando. A água só duraria oito dias! 

Eles precisavam encontrar um meio rápido para ir embora, ou morreriam. 

“[...] – É preciso exigir de cada um o que cada um pode dar – frisou o rei. – a autoridade se baseia na razão. Se ordenar o povo se afogar no mar, ele fará uma revolução. Tenho o direito de exigir obediência porque minhas ordens são sensatas.” 

O pequeno príncipe trata do assunto moral de forma tão simples em suas entrelinhas sendo exemplo para crianças e adultos e trata de vários assuntos como tolerância, valorização, vícios e o amor em sua forma mais plena. O autor critica os adultos por sua vaidade, preguiça, vaidade e pressa, questiona condutas e nos faz refletir sobre nossos atos.

Apesar de ter sido escrito no inicio dos anos 40 é um livro totalmente atual que vale muito a pena ler, ter, dar de presente. 

No final do livro, há algumas páginas sobre a biografia do autor. Isso se fez de muita importância para compreender todas as metáforas feitas por ele. Foi possível interligar, por exemplo, as tão mencionadas estrelas com o nazismo, onde os judeus e outras minorias eram marcados através desse carimbo. Além da rosa mentirosa e rude, porém, terna, que simbolizava sua esposa, uma artista plástica geniosa que Antoine chegou a “deixar para trás”, mas que acabou reatando o relacionamento. 

“ É bem mais difícil julgar a si mesmo que julgar os outros. Se conseguir julgar a si mesmo, provará que é um verdadeiro sábio.”


Por Dany Sousa

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